Quais são os três pilares fundamentais que o gestor de projetos deve desenvolver em sua carreira?

Publicado em , por: Guilherme Pereira

Os três pilares fundamentais de conhecimento que um gestor de projeto deve desenvolver ao longo de sua carreira estão relacionados ao seu potencial criativo e suas competências que juntos configuram seu perfil profissional e modelo de atuação no mercado de excelência. 

A criatividade para o gestor de projetos deve ser encarada não como um verbo mas um conjunto de processos. Isso porque quando somos contratados pelo cliente, somos contratados para surpreender, criar algo inesperado, diferenciado. Júlio Freitas, no podcast “Qual o espaço para competências e criatividade na gestão de projetos?” traz um questionamento relevante que pode ser feito no momento de contratação, que trata de quando foi a última vez que esse profissional lembra ter feito uma coisa que nunca tinha feito antes. A depender do tempo de resposta a essa indagação,  revela-se como esse profissional vem trabalhando  no mesmo modus operandi  há algum tempo ou o quanto seu repertório de experiências e vivências é tão vasto e articulado que potencializa e permite essa pessoa se reinventar a cada desafio proposto. 

Quando tratamos de criatividade como processo, podemos dividi-lo em 3 tempos/momentos distintos nos quais o gestor de projetos pode e deve influenciar e acompanhar sua evolução e que quando somados geram o famoso processo criativo. Sendo estes:

  • Tempo de concepção – refere-se  ao momento que concebemos o caminho, o planejamento a ser seguido. 
  • Tempo de registro – é a etapa onde colocamos em prática, onde tiramos da cabeça nossas ideias e as documentamos. 
  • Tempo de realização – é a transição entre o que foi imaginado e registrado, onde damos vida, ajustamos, negociamos e aplicamos todo conhecimento gerado nos tempos anteriores. 

É fundamental também para o gestor compreender as suas e as competências das pessoas envolvidas no projeto e como articulam seu conhecimento, habilidades e aplicam de fato no dia a dia do projeto. Tais competências podem ser divididas em 3 instâncias:

  • Básicas – que tratam de um conjunto de competências essenciais que determinada posição profissional demanda para executar o projeto.
  • Específicas – o que conseguimos articular e gerar a partir do domínio técnico das suas competências básicas.
  • Raras – conjunto de técnicas, habilidades e conhecimentos que poucos detém no mercado. 

Assim como as profissões e cargos, essas instâncias também evoluem ao longo dos anos, em design por exemplo uma competência técnica como domínio da linguagem html/css era crucial (básica) para se trabalhar com produtos digitais, hoje porém tal conhecimento é pouco exigido ou complementar e específico para se atuar com projetos digitais no papel de designer. Da mesma forma que conhecimento e domínio de inteligências artificiais num passado pouco distante poderia ser considerado um conhecimento raro hoje como podemos observar se aproxima cada vez mais das competências básicas de qualquer profissional do mercado digital.

 O conceito de competências pode e deve ser aplicado à prática de gestão de pessoas, comunicação, recursos e tempo. Para isso o conhecimento, habilidade e aplicação são configurados em 3 distintos perfis profissionais, sendo o líder o responsável por ditar o tom, ou seja, qual o conjunto de hard, soft e deep skill necessários para o time do projeto. 

Para o gestor de projetos as hard skills necessárias são:

  • Certificação em qualidade, proficiência em gestão de pessoas e mudanças, proficiência em excel avançado, graduação / mestrado e/ou doutorado, certificações em gestão de projetos, proficiência em língua inglesa e certificação em ferramentas digitais de gestão de projetos.

Já as soft skills importantes para o cargo são:

  • Pensamento crítico, postura respeitosa, comunicação eficaz, resiliência e proatividade, ousadia, liderança, empatia e ética. 

E por fim, as deep skills, que dizem respeito ao auto relacionamento/conhecimento, tais como:

  • autoestima, saúde psicológica, bom humor, felicidade pessoal, paixão por uma causa, estar bem com a vida e desejo de auto evolução.

São justamente as deep skills que garantem ao gestor de projeto sua eficiência e excelência no domínio e aplicação das hard e soft skills. 

Marta Gabriel em seu vídeo sobre “As três habilidades que podem salvar o futuro” acrescenta que num contexto onde pela primeira vez a humanidade construiu seres mais inteligentes que si próprio (máquinas e inteligências artificiais) é inevitável sua evolução sem a fusão de si própria com tais inteligências. Para garantir essa sobrevivência, precisamos evoluir o pensamento crítico que nos dará uma visão e direção, adaptabilidade no sentido de ação e ampliação do conhecimento e por fim humanidade na construção e definição da moral e ética e fator esse que nos diferencia como organismos inteligentes das máquinas.

Referências

Pós graduação FAAP | Gestão Estratégica do Design | Disciplina: Gestão de projetos de Excelência – Professor Júlio Freitas.

Júlio Freitas e Daniel Faulin, Podcast FAAP |  Qual o espaço para competências e criatividade na gestão de projetos?

Martha Gabriel | 03 habilidades que podem salvar o seu futuro | TEDx SENAI Cuiabá. Disponível em: https://youtu.be/IhpTfJ6e0Cg

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