No modelo de gestão ágil de projetos alguns frameworks são essenciais para acelerar e otimizar os recursos e tempo alocados num projeto. Dentre a vasta gama de frameworkes se destacam no mercado os seguintes modelos e aplicação:
Scrum

Na minha experiência com scrum nas empresas que passei, tal framework é bastante utilizado em projetos de melhorias contínuas, quando precisamos demonstrar uma rápida evolução de produto. Nesse formato as equipes são estruturadas pela diversidade de competências, times pequenos de até 5 pessoas que colaboram e participam de rituais de planejamento (planning), encontros e reuniões rápidas diárias (dailies), entregas incrementais com valor de negócio e para o usuário celebradas em cerimônias de revisão (review) e retrospectivas (retrospective) facilitadas por um scrum master que acompanha e se responsabiliza pelo status report e tempo do time. Trabalha-se também com um backlog de tarefas e ideias que é constantemente atualizado, permitindo ajustes de rota de forma cadenciada a fim de mitigar riscos e imprevistos que podem ou não inviabilizar o projeto. Esse framework deve ser evitado quando a evolução do projeto é muito extensa, incerta e complexa e não temos muita clareza do objetivo ou onde queremos chegar ao final do projeto ou numa gestão centralizada de atividades.
Esse formato permite uma boa representação visual das iniciativas e rápidos updates de status. Nele as atividades são dispostas em um quadro com algumas colunas (geralmente, To Do, Doing, Done) e dá clareza com relação a quem está executando o que permite maior foco do time e noção de limites de tarefas. Deve ser evitado também quando o projeto tem uma evolução capilarizada e com muitos estágios ou no gerenciamento centralizado e empurrado.
Kanbam

Esse formato permite uma boa representação visual das iniciativas e rápidos updates de status. Nele as atividades são dispostas em um quadro com algumas colunas (geralmente, To Do, Doing, Done) e dá clareza com relação a quem está executando o que permite maior foco do time e noção de limites de tarefas. Deve ser evitado também quando o projeto tem uma evolução capilarizada e com muitos estágios ou no gerenciamento centralizado e empurrado.
Design Thinking

Composto por ciclos onde buscamos em cada um deles gerar insumos para alimentar a etapa seguinte. Deve ser utilizada quando buscamos por ideias e soluções diferenciadas e inovadoras para a complexidade de um problema, assim como para concepção de novos produtos/serviços com foco no comportamento humano/usuário. Por outro lado, deve ser evitado quando já se tem clareza sobre o resultado/solução esperado, assim como deve ser também evitado se o projeto já está em curso com um planejamento anteriormente pré-estabelecido ou empresas com rigidez metodológica e pouca abertura à inovação. O ciclo compreende as seguintes etapas:
- Empatia – busca-se insights reais sobre as necessidades, dores e desejos dos usuários.
- Definição – uma declaração clara do desafio a ser resolvido.
- Ideação – várias ideias (inclusive ousadas) para explorar.
- Prototipagem – algo palpável que possa ser testado.
- Teste – aprendizados práticos para refinar a solução.
- Interação – um processo contínuo de melhoria, até alcançar uma solução eficaz.
Tais frameworks podem ser customizados, organizados e sobrepostos a depender do tipo do projeto e metodologia utilizada na execução do mesmo.
Referências
Pós graduação FAAP | Gestão Estratégica do Design | Disciplina: Gestão de projetos de Excelência – Professor Júlio Freitas.
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