A Nova Era do Design: Especialização e Estratégia em um Ambiente em Evolução

Publicado em , por: Guilherme Pereira

Nos últimos anos, a evolução do design de experiência sinaliza uma crescente especialização nas disciplinas relacionadas. Enquanto no passado se esperava que designers fossem versáteis e dominassem várias áreas, como a codificação, hoje observamos um aumento na demanda por papéis especializados, incluindo designers de interface (UI), designers de pesquisa (UX research) e designers de inteligência artificial (AI). Isso reflete a complexidade crescente das necessidades dos usuários e o papel fundamental que o design desempenha no sucesso dos produtos.

Um relatório da Nielsen Norman Group pontua que equipes de design bem-sucedidas tendem a ser compostas por profissionais com distintas especializações, o que permite uma abordagem mais profunda e integrada para resolver problemas de design.

“This specialization makes sense — each area requires deep expertise and specific tools, and in large organizations, there’s been a high enough volume of work to justify employing a separate role. When structured correctly, these separate roles collaborate, bringing their specialized skills together to create well-rounded, vetted solutions.”

(Nielsen Norman Group, 2025)

Apesar dessa tendência global, na minha experiência liderando times de designers, a realidade no mercado brasileiro ainda apresenta desafios significativos. A contratação de equipes multidisciplinares de designers especialistas ainda não é uma prática comum, com muitas organizações optando por um modelo híbrido, onde atuam principalmente designers generalistas. Em algumas equipes que liderei, observei a presença de poucos designers especializados em contraste com a maioria generalista, destacando uma lacuna que pode impactar a entrega de soluções mais eficazes.

Essa observação não é exclusiva da minha experiência, mas também ecoa as conversas que tive com outros profissionais na área.

A pergunta que fica, então, é: até que ponto o mercado brasileiro está disposto a investir em conhecimentos especializados que são cada vez mais necessários para manter a competitividade? E como podemos garantir que o valor do design continue sendo valorizado e reconhecido nas organizações?

Curtiu? deixe seu comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *