Na era digital, as redes sociais deixaram de ser apenas canais de comunicação – elas se tornaram espaços de convivência, construção de identidade e relacionamento entre pessoas e marcas. A forma como nos engajamos com essas plataformas reflete diretamente como estabelecemos vínculos sociais e emocionais também com as empresas. A pandemia intensificou esse cenário: o isolamento físico nos empurrou para uma hiperconectividade, fazendo com que marcas passassem a habitar o cotidiano das pessoas de maneira ainda mais intensa, via novas plataformas de entretenimento, jogos e experiências imersivas.
Com mais de 130 milhões de usuários ativos, o Facebook lidera o ranking de redes sociais no Brasil, seguido por YouTube e WhatsApp. Passamos, em média, 3h40 por dia conectados – um comportamento que demonstra o nível de dependência e influência dessas plataformas. Apesar da sensação de liberdade, estamos cada vez mais reféns de um ecossistema digital concentrado.
Nesse cenário, as marcas que souberem utilizar o digital de forma estratégica e alinhada ao seu propósito conseguirão se destacar com mais autenticidade e relevância. O TikTok, por exemplo, mesmo ocupando apenas a 9ª posição no Brasil em número de usuários ativos, é um dos apps com maior crescimento global. Para as marcas, ele representa um território ainda subaproveitado e com alto potencial de investimento – especialmente fora do guarda-chuva da Meta, o que pode oferecer vantagens estratégicas.
Estratégias diferenciadas para B2B e B2C
O comportamento digital se desdobra de forma distinta entre os mercados B2B e B2C. No B2B, observamos o uso mais funcional e relacional de plataformas como LinkedIn, YouTube e WhatsApp para gerar proximidade e autoridade com os clientes. Já no B2C, a abordagem tende a ser mais voltada ao entretenimento e lifestyle, com foco em canais como Instagram e TikTok – redes de maior apelo emocional, onde o storytelling é peça-chave na construção de valor.
A digitalização também transformou radicalmente os formatos de interação: lives, conferências virtuais, cursos online e videoconferências se tornaram parte essencial do nosso cotidiano. Isso exige das marcas uma adaptação constante para manter a relevância e sustentar o engajamento em ambientes digitais cada vez mais dinâmicos.
Criando vínculos reais com as pessoas
Mais do que “estar presente” nas redes sociais, é necessário estar estrategicamente presente. Isso significa conhecer a fundo o seu público, entender seus contextos e expectativas e entregar conteúdos que criem valor real, evitando fórmulas genéricas ou conteúdos superficiais que qualquer busca no Google entrega.
A construção de relacionamento passa por escuta ativa, curadoria de conteúdo relevante e um posicionamento claro e coerente. A marca deve estar onde seu público está, mas de forma conectada à sua essência e propósito. Não se trata de seguir tendências por modismo, mas de usá-las com criticidade, buscando consistência na narrativa e autenticidade na presença digital.
É fundamental que a gestão das redes sociais não seja terceirizada sem critérios. A escolha de uma agência ou equipe especializada precisa considerar não apenas a execução, mas a capacidade de traduzir estratégia em experiência. O planejamento de conteúdo precisa vir acompanhado de indicadores claros de desempenho – engajamento não é apenas like, é conexão, compartilhamento, conversa e comunidade.
Engajamento como expressão de valor
As redes sociais foram desenhadas para estimular o engajamento. Cabe às marcas usá-las como pontes, não vitrines. Para isso, é preciso manter os canais atualizados, alinhados às expectativas do público e abertos ao diálogo. Trazer especialistas, cocriar com a audiência e experimentar novos formatos faz parte do processo de inovação da comunicação.
Não existe receita pronta. O que existe é a busca por experiências memoráveis e relevantes, que toquem emocionalmente as pessoas e expressem com clareza a essência da marca. Autenticidade, escuta ativa e propósito são os pilares para construir conexões duradouras no ambiente digital.
Em tempos de transformação acelerada, entender o comportamento das pessoas e o papel das marcas nesse ecossistema é um dos maiores desafios – e também uma das maiores oportunidades – para quem desenha estratégias de valor centradas nas pessoas.
Referências
Dados sobre uso de redes sociais no Brasil e no mundo
1. DataReportal – Digital 2024: Brazil
- Fonte referência global para estatísticas de uso digital.
- Aponta que o brasileiro passa em média 3h40 por dia nas redes sociais.
- Mostra o ranking das plataformas mais usadas: Facebook, YouTube, WhatsApp, Instagram, TikTok etc.
- Link: https://datareportal.com/reports/digital-2024-brazil
2. Statista – Active Social Media Users by Platform
- Estatísticas globais de usuários ativos por plataforma.
- Dados sobre crescimento exponencial do TikTok no mundo.
- Link: https://www.statista.com
3. We Are Social + Meltwater
- Publicam relatórios semestrais sobre comportamento digital global e por país.
- Fornecem dados específicos sobre comportamento do consumidor digital.
- Link: https://wearesocial.com
Comportamento de marcas e consumidores
4. Think with Google – Insights sobre o consumidor
- Traz análises sobre transformação digital, comportamento do consumidor e estratégias de conteúdo.
- Insights sobre o papel do propósito, personalização e relevância.
- Link: https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br
5. HubSpot – State of Marketing
- Dados sobre inbound marketing, redes sociais e engajamento digital.
- Link: https://www.hubspot.com/state-of-marketing
6. LinkedIn Marketing Solutions
- Estudos e artigos sobre o uso do LinkedIn no mercado B2B.
- Link: https://business.linkedin.com/marketing-solutions
Curtiu? deixe seu comentário