Fases Estruturantes da Gestão de Design em Projetos

Publicado em , por: Guilherme Pereira

As fases que estruturam a gestão de design aplicada à gestão de projetos são delimitadas por 3 abordagens, ou seja o essencial/indispensável, necessário e desejável. Para cada fase um conjunto de atividades e ações se fazem necessárias para a boa condução na gestão de design do projeto. Sendo assim, as fases são:

1- Preparação do projeto

  • Indispensável –  Aqui é feito o diagnóstico e definição das necessidades, construído o briefing preliminar bem como sua primeira revisão. São avaliados o que é viável ou não a ser criado/desenvolvido com base nos recursos disponíveis e uma proposta de programa de design é criada para o projeto. Precisamos de clareza sobre o contexto do projeto que por muitas vezes está mais na mente do demandante do que na nossa forma racional de compreensão sob a real dor do cliente. 
  • Necessário – Para isso é necessário realizar visitas ao cliente, conhecer e acompanhar o desenvolvimento do produto/serviço de perto.
  • Desejável – Realizar reuniões técnicas com áreas de interface e identificar e facilitar cooperações externas ao projeto.

2- Levantamento de dados

  • Indispensável –  É essencial a determinação de quais são as premissas para o produto, momento que se faz a busca seletiva de informações internas, delimitamos quais são os dados necessários para que o projeto possa acontecer, análise da organização e concorrentes em forma de benchmarkings  e por fim onde temos a revisão definitiva do briefing.
  • Necessário –  realização de levantamentos ergonômicos para o dimensionamento da capacidade de decodificação das pessoas frente às informações que são expostas.  Assim como busca seletiva de informações no mercado nacional, análise de normas e técnicas desse mercado.
  • Desejável – a busca seletiva de informações no contexto internacional, análise de produtos e serviços no mercado externo e busca no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual – I.N.P.I

3- Geração de alternativas

  • Indispensável –  seleção de conceitos, geração de alternativas para uma pré-análise de viabilidade técnica e financeira, eleição da melhor alternativa e revisões e adaptações.
  • Necessário – Realização de estudos de prototipagem (woreframes, rascunhos, bonecos), inteligência artificial, estudos volumétricos, dramatização para compreender se conseguimos realmente entregar uma experiência positiva e inesquecível para nosso cliente/usuário depois de colocado o projeto definitivamente em produção/serviço.  
  • Desejável – estudos de mecanismos e funções com simuladores que demonstrem o funcionamento de partes desse produto/serviço.

4- Apresentação do anteprojeto

  • Indispensável – desenhos esquemáticos, tangibilizar as ideias, legibilidade do que se pré-concebeu, aplicações de códigos semânticos (cor, forma, tipografia, UI),  modelo de integração interdepartamental e reuniões técnicas com os dirigentes da organização. 
  • Necessário –  demonstrar ergonomicamente que o projeto se sustenta e funciona. 
  • Desejável – Simulações digitais, modelo volumétrico de apresentação, jornadas do usuário que aproximem da realidade e contexto de uso. 

5- Detalhamento técnico do projeto

  • Indispensável – adaptações e ajustes, desenhos e documentos construtivos, relatório técnico conclusivo.  
  • Necessário –  busca seletiva de informações sobre materiais e insumos para entendimento do que será necessário para produção do produto e assessorias externas.
  • Desejável – visita a fornecedores

6 – Acompanhamento de implantação

  • Indispensável –  Elaboração de roadmaps, busca seletiva de informações internas, assessoria no planejamento do lançamento e o próprio lançamento do produto/serviço. 
  • Necessário –  Homologação do produto/serviço e  acompanhamento da prototipação.
  • Desejável – Assessoria aos testes internos e de mercado, assessoria nas atividades de capacitação de recursos humanos, treinamento de outras áreas que têm interface ou manuseio direto com o produto/serviço.

A gestão de projetos de excelência exige domínio técnico, sensibilidade humana e capacidade adaptativa. Por meio de vínculos fortes, uso estratégico de metodologias e desenvolvimento contínuo de competências, o gestor é capaz de alinhar expectativas, entregar valor e gerar impacto real nas organizações e na vida das pessoas envolvidas.

Referências

Pós graduação FAAP | Gestão Estratégica do Design | Disciplina: Gestão de projetos de Excelência – Professor Júlio Freitas.

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